A publicação dos dez mandados de prisão no site do CNJ teria prejudicado a operação realizada hoje pelo DEIC. A publicação foi no cadastro nacional de pessoas com mandado de prisão. Segundo a Polícia, apenas dois integrantes de quadrilha que rouba bancos com reféns e uso de explosivos foram presas nesta manhã.
A Delegacia de Roubos do DEIC argumenta que nas escutas telefônicas os integrantes do bando são avisados que estão com os telefones grampeados.
Uma quadrilha que assalta bancos na Região Metropolitana foi desarticulada hoje pelaPolícia Civil em uma ação que envolveu mais de 120 agentes na Operação Rio Branco. Além disso, as escutas telefônicas divulgadas revelam integrantes desta organização criminosa falando com presos, comprando armas, conversando sobre assaltos e ações frustradas. Foram cumpridos hoje 10 mandados judiciais de prisão e cerca de 30 de busca e apreensão em Canoas (base do grupo), Porto Alegre, Gravataí, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Cafuringa
Esta quadrilha é formada por quase 40 integrantes, portanto a investigação da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) continua. O bando é responsável por pelo menos oito assaltos a agências bancárias desde o ano passado, sendo o mais recente em agosto deste ano, um ataque ao Bradesco da avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na Capital, quando funcionários foram feitos reféns. Um dos envolvidos no grupo é parceiro do criminoso Cafuringa, considerado um dos maiores assaltantes de banco do Brasil e recapturado em agosto, em Cachoeirinha, pelo DEIC.
Organização criminosa
O suspeito de ser o líder da quadrilha foi identificado como Régis Rodrigues de Souza. O grupo é dividido em várias partes, sendo as principais (que envolve os dez integrantes com prisão decretada) compostas por três acusados de roubo de veículos, armas e levantamento das locais a serem assaltados. Outros três são os executores, uma mulher (cunhada do líder) é responsável por guardar armas e veículos e outras duas (esposa e mais uma cunhada do líder) são responsáveis por auxiliar na logística do grupo.
A investigação foi coordenada pelo titular da Delegacia de Roubos do DEIC, delegado Juliano Ferreira.



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